Quando eu iniciei, os meus preparativos para estudar o tão sonhado curso de Ciências Jurídicas (Direito) creio eu que se deram, no meu primeiro dia de aula, na minha inesquecível Escola acolhedora, O Colégio Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus. Eu amava absurdamente tudo nela. Quem a escolheu? Meus pais. Desconheço os critérios utilizados; mas, agradeço-os profundamente, porque acertaram!
Pois, bem! Naquela oportunidade não se compreendia de forma nenhuma a mudança completa que aconteceria em minha vida. A uma, porque, estamos falando em mudança de postura, definição de novas linguagens, soma de fatores, combinação de novas cores, novas expectativas e o próprio estímulo para o novo de tudo que se surgiria em minha frente. Eu iria sair da proteção de meu lar e iria conviver com outras pessoas, aprendendo a se comportar sob contexto diferente. E, a duas, porque o início da escolha do curso que definiria em "tese" o meu labor, a minha profissão, hoje, ao meu ver, não começa quando se está saindo do 2º grau, mas, quando está aprendendo a escrever, assim, saindo da fase das garatujas, lá na pré-escola, ouvindo a professora soletrar as vogais, observando as cores, as formas geográficas, uma a uma , reconhecendo-as, tentando imitá-las. É nesse exato momento que intuitivamente afirmamos, viemos ao mundo para desempenhar isso ou aquilo. Isso é fantástico!
Percorrer todo esse caminho envolveu muitas provas, testes, mini testes, arguições, choradeira, tremedeira, meu pai acordando as cinco da matina, aulas de educação e física, aulas na biblioteca, trabalhos em isopô as 14:00 horas, na concorrida biblioteca, pontos negativos, grupo de trabalho, aula de educação Moral e Cívica, aula de O.S.P, sem falar de Física, Matemática, Quimica, Biologia e Português. Indo á Escola escutando o eterno Carro de Bois um programa que o rádio do carro de meu pai, adorava cantar, eu e os meus irmãos escutávamos quase ressonando esperando a porta do colégio. E, no final do ano letivo, muitos aplausos e o ansioso," Você conseguiu passar de ano!.
Como era bom de se ouvir!
Era necessário atingir uma média, com as notas, obtendo assim a aprovação anual. Ainda, não se estimulava a competição, mas a valoração da ideologia em se afirmar. "Esse ano foi produtivo!" para todos de uma forma geral, os alunos e os professores.
As férias escolares chegavam, para o esperado retorno da Volta as aulas.
Existiram as decepções inevitáveis e os erros imprescindivelmente valiosos os quais me impulsionavam mais ainda para um degrau acima, a exemplo: das bolas não encaçapadas, do oitavo lugar na competição de GRD (Ginástica Ritmica Desportiva), das doloridas barrigadas na primeira aula de natação, entre tantas outras situações que me ajudou muito na construção do meu chão. Foi um profundo engatinhar.
Ufa, não achei que seria fácil, porém impossível estava fora de cogitação
Não posso deixar de falar nas amizades construídas concretamente, não tem como, sabe! Elas traduzem o bem estar de todos que fizeram parte de um contexto educacional escolar, digo, familiar. Reencontrar os seus colegas depois de sei lá 10, 25 anos, abraçar e sorrir, saber e conhecer a sua nova família e postura, e as suas escolhas e opções de amar a vida. E, o mais importante, se rever no encontro mágico dos olhos que se sorriem remetendo a uma viagem no túnel do tempo. Ali dá para enxergar-se vestidos na farda colegial. Isso daí foi um dos melhores presentes que os nossos pais e a nossas escolas nos proporcionaram, e, ninguém pode tomar para si.
Essas amizades, esses encontros, essas aulas, a escola, segunda família, contribuíram para o meu curso de Direito e acredito para o de Medicina, História, Contabilidade, Geografia, Pedagogia, Letras, Veterinária de meus colegas . Afinal de contas, ficávamos muito mais na escola do que em casa.
O meu primário, ginásio e o científico foram fases unidas harmonicamente como uma novela veiculada em amplíssima audiência no horário nobre. Isto, porque, por mais interessante que seja lá na frente, você se lembrará do seu bedel da escola, do bebedouro concorrido depois da partida de queimado, da professora fazendo a chamada no afã de punir os alunos displicentes, do calor excessivo e da farda suja último horário. Vai lembrar do caderno de espiral de 12 matérias que já não mais exibia a sua capa. Vai lembrar de sua pasta escolar, do seu tênis desbotado; Você vai lembrar do final do ano e das perguntas, próximo ano você estará aqui? Lembrará da camisa toda escrita com as assinaturas de seus colegas e do gesso sujo também com as assinaturas.
Os professores, as salas de aula, os colegas tudo para mim se descortinou numa facilidade incrível. Dava para enxergar quase que os seus espíritos falantes, as suas vozes mentais, como o singelo abrir de um livro. Algo superior que habita no universo determinou tudo aquilo modificando múltiplas vidas, a minha vida e a de todos os outros que pude me encontrar durante aqueles brilhantes anos escolares.
Falo dos amigos, amigas, colegas, funcionários, bedéis, serventes, professores de educação em física, de natação, de ginástica, de vôlei, de basquete. Falo dos pais dos nossos amigos e amigas que aprendemos a conviver quando esperávamos por nossos pais na hora da saída. Quanta energia corporal junta capaz de abastecer uma central energética.
Lembrará do desfile da semana da Pátria, da zoada que fazia os meninos que preferiam desfilar na rabada; não esquecerá do dia que se inaugurou o novo ginásio de esporte; e da bagunça em frente a única cantina para se comprar o seu enrolado, dos lanches compartilhados; E, as gincanas internas!!!! Aquilo era o máximo... Não tem como esquecer dos excelentes jogos da Primavera e o desfile na avenida principal . Lembrará das missas realizadas para se comemorar a primeira sexta feira do mês. Não tem como esquecer da festa de aprovação de seu vestibular para o seu curso.
Não ouso em deixar de falar dos porteiros que mecanicamente sentavam-se mudos à porta do colégio vigiando-nos, protegendo-nos e esperando por nossos pais, eles sempre sabiam onde nós estávamos.
Lembro que a campanha da Fraternidade veiculada em 1983 assim dizia : " Fraternidade sim, violência não!" Nós tínhamos uma freira que nos ensinava aula de religião. Foi muito bom!
Pois, bem! Naquela oportunidade não se compreendia de forma nenhuma a mudança completa que aconteceria em minha vida. A uma, porque, estamos falando em mudança de postura, definição de novas linguagens, soma de fatores, combinação de novas cores, novas expectativas e o próprio estímulo para o novo de tudo que se surgiria em minha frente. Eu iria sair da proteção de meu lar e iria conviver com outras pessoas, aprendendo a se comportar sob contexto diferente. E, a duas, porque o início da escolha do curso que definiria em "tese" o meu labor, a minha profissão, hoje, ao meu ver, não começa quando se está saindo do 2º grau, mas, quando está aprendendo a escrever, assim, saindo da fase das garatujas, lá na pré-escola, ouvindo a professora soletrar as vogais, observando as cores, as formas geográficas, uma a uma , reconhecendo-as, tentando imitá-las. É nesse exato momento que intuitivamente afirmamos, viemos ao mundo para desempenhar isso ou aquilo. Isso é fantástico!
Percorrer todo esse caminho envolveu muitas provas, testes, mini testes, arguições, choradeira, tremedeira, meu pai acordando as cinco da matina, aulas de educação e física, aulas na biblioteca, trabalhos em isopô as 14:00 horas, na concorrida biblioteca, pontos negativos, grupo de trabalho, aula de educação Moral e Cívica, aula de O.S.P, sem falar de Física, Matemática, Quimica, Biologia e Português. Indo á Escola escutando o eterno Carro de Bois um programa que o rádio do carro de meu pai, adorava cantar, eu e os meus irmãos escutávamos quase ressonando esperando a porta do colégio. E, no final do ano letivo, muitos aplausos e o ansioso," Você conseguiu passar de ano!.
Como era bom de se ouvir!
Era necessário atingir uma média, com as notas, obtendo assim a aprovação anual. Ainda, não se estimulava a competição, mas a valoração da ideologia em se afirmar. "Esse ano foi produtivo!" para todos de uma forma geral, os alunos e os professores.
As férias escolares chegavam, para o esperado retorno da Volta as aulas.
Existiram as decepções inevitáveis e os erros imprescindivelmente valiosos os quais me impulsionavam mais ainda para um degrau acima, a exemplo: das bolas não encaçapadas, do oitavo lugar na competição de GRD (Ginástica Ritmica Desportiva), das doloridas barrigadas na primeira aula de natação, entre tantas outras situações que me ajudou muito na construção do meu chão. Foi um profundo engatinhar.
Ufa, não achei que seria fácil, porém impossível estava fora de cogitação
Não posso deixar de falar nas amizades construídas concretamente, não tem como, sabe! Elas traduzem o bem estar de todos que fizeram parte de um contexto educacional escolar, digo, familiar. Reencontrar os seus colegas depois de sei lá 10, 25 anos, abraçar e sorrir, saber e conhecer a sua nova família e postura, e as suas escolhas e opções de amar a vida. E, o mais importante, se rever no encontro mágico dos olhos que se sorriem remetendo a uma viagem no túnel do tempo. Ali dá para enxergar-se vestidos na farda colegial. Isso daí foi um dos melhores presentes que os nossos pais e a nossas escolas nos proporcionaram, e, ninguém pode tomar para si.
Essas amizades, esses encontros, essas aulas, a escola, segunda família, contribuíram para o meu curso de Direito e acredito para o de Medicina, História, Contabilidade, Geografia, Pedagogia, Letras, Veterinária de meus colegas . Afinal de contas, ficávamos muito mais na escola do que em casa.
O meu primário, ginásio e o científico foram fases unidas harmonicamente como uma novela veiculada em amplíssima audiência no horário nobre. Isto, porque, por mais interessante que seja lá na frente, você se lembrará do seu bedel da escola, do bebedouro concorrido depois da partida de queimado, da professora fazendo a chamada no afã de punir os alunos displicentes, do calor excessivo e da farda suja último horário. Vai lembrar do caderno de espiral de 12 matérias que já não mais exibia a sua capa. Vai lembrar de sua pasta escolar, do seu tênis desbotado; Você vai lembrar do final do ano e das perguntas, próximo ano você estará aqui? Lembrará da camisa toda escrita com as assinaturas de seus colegas e do gesso sujo também com as assinaturas.
Os professores, as salas de aula, os colegas tudo para mim se descortinou numa facilidade incrível. Dava para enxergar quase que os seus espíritos falantes, as suas vozes mentais, como o singelo abrir de um livro. Algo superior que habita no universo determinou tudo aquilo modificando múltiplas vidas, a minha vida e a de todos os outros que pude me encontrar durante aqueles brilhantes anos escolares.
Falo dos amigos, amigas, colegas, funcionários, bedéis, serventes, professores de educação em física, de natação, de ginástica, de vôlei, de basquete. Falo dos pais dos nossos amigos e amigas que aprendemos a conviver quando esperávamos por nossos pais na hora da saída. Quanta energia corporal junta capaz de abastecer uma central energética.
Lembrará do desfile da semana da Pátria, da zoada que fazia os meninos que preferiam desfilar na rabada; não esquecerá do dia que se inaugurou o novo ginásio de esporte; e da bagunça em frente a única cantina para se comprar o seu enrolado, dos lanches compartilhados; E, as gincanas internas!!!! Aquilo era o máximo... Não tem como esquecer dos excelentes jogos da Primavera e o desfile na avenida principal . Lembrará das missas realizadas para se comemorar a primeira sexta feira do mês. Não tem como esquecer da festa de aprovação de seu vestibular para o seu curso.
Não ouso em deixar de falar dos porteiros que mecanicamente sentavam-se mudos à porta do colégio vigiando-nos, protegendo-nos e esperando por nossos pais, eles sempre sabiam onde nós estávamos.
Lembro que a campanha da Fraternidade veiculada em 1983 assim dizia : " Fraternidade sim, violência não!" Nós tínhamos uma freira que nos ensinava aula de religião. Foi muito bom!
Iniciar o meu precioso estudo no curso de Direito para mim, não significou apenas na busca de um canudo, claro que sem hipocrisia, todos o buscam, porém, serviu para corroborar que as minhas garatujas estavam corretas no seu traço definidor do meu destino.
Isso ai foi bem sedimentado dentro de mim e levado para a minha sala de aula do curso de Direito e fortaleceu o meu aprendizado, nas minhas aulas de Filosofia, de Sociologia, de Introdução ao Estudo do Direito, Constitucional, Civil, Penal. Processo Civil, Processo Penal, Internacional, Empresarial, de Prática Processual. Eu estava em paz.
Foram momentos preciosos dos quais não conseguir captar através de máquinas fotográficas , ou filmadoras, mas consegui guardar dentro do meu coração que pulsa numa felicidade imensa quando me pego lembrando de minhas reinações colegiais.
Hoje, tenho filhos matriculados numa Escola e fico imaginando um oceano de infinita possibilidades de sadias interações com os seus colegas. Brindo e vibro por eles todas as vezes que eu os deixo lá aos cuidados de suas professoras e contato com todos.
O caminho para iluminar a opção do seu filho tem que ser tranquilo, porque o resto a vida se encarrega.
Eu não conseguia dormir esperando pela Volta as aulas.
Silvia França de Souza Morelli
Advogada Pós Graduanda na Área de Especialização de Família e Sucessões.
Hoje, tenho filhos matriculados numa Escola e fico imaginando um oceano de infinita possibilidades de sadias interações com os seus colegas. Brindo e vibro por eles todas as vezes que eu os deixo lá aos cuidados de suas professoras e contato com todos.
O caminho para iluminar a opção do seu filho tem que ser tranquilo, porque o resto a vida se encarrega.
Eu não conseguia dormir esperando pela Volta as aulas.
Silvia França de Souza Morelli
Advogada Pós Graduanda na Área de Especialização de Família e Sucessões.
