quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bolo de Fubá.





Eu advoguei há alguns anos na intrigada área do Direito de Família e diante de tantos rostos tristes, fotografados em minha mente nas diversas salas de audiência que adentrei, descobri que tenho muito pouca idade para ajudar pessoas, que se encontram imersas na escuridão de seus profundos medos a se encontrarem, ou até mesmo que sublimem as suas dividas.  
        
              Mas, por ter autorização legal de poder postular em juízo, para discutir problemas oriundos no seio do casamento, me fez descobrir o quanto é dificil.

              Na minha grade universitária não tinha essa cadeira!

               Assim, eu acho que a culpa é do homem, ou, não,.... eu já acho que foi por causa da sogra dele que é um pé no saco!!!!!. A teoria dos achismos determina os vários períodos dos discursos embotados de verdades. Todavia,quem foi que bateu o carro mesmo dando perda total?

               A falta de maturidade leva muitos casais a pendurar a sua chuteira na sua ex-cama de solteiro que ele ou ela deixara na casa de seus pais, objetivando quem sabe, livrar-se de responsabilidades por omissão!

              Essa maturidade tem relação direta com o aprendizado que todo mundo recebe em sua família. Claro, em linhas francas, eu não estou afirmando que só se terá um casamento bom,

               Engraçado!!!! é que existem pessoas defendendo o discurso de que o livrar-se de um problema é imputá-lo a um cristo qualquer, mesmo que seja o seu esposo ou a sua ex-mulher.
               

              Acontece que o travesseiro de solteiro não suportará receber todo aquele vocabulário de ex-combatentes de um casamento dito  por eles fracassado num almoço de domingo, por conta de sua mãe não ter gostado da amiga de sua esposa . E, sabe que isso se torna a pauta do dia seguinte, quiça do mês, sendo levada ao divã do psicanalista ganhando contornos de sentença. Complicado!

              A casa da mudez é o próximo endereço dos casais independentes.

             Pois é, como se casa se pensa em superar o seu consorte dia a dia, numa competição com fins de exibição de títulos, em conceitos tais como: quem sempre foi o mais inteligente ? o mais bem relacionado, o que sempre teve o melhor emprego? ou a melhor faculdade cursada?, ou quem nasceu numa família de posses? e por isso tem estirpe ou quem sempre entendeu a palavra de Deus?

             A União de duas pessoas , penso eu assim, modestamente, acontece por estalo, assim através da frequência reinante entre eles, tal como se fosse um aparelho eletrodoméstico que precisa de uma voltagem precisa, sabe......, para não lhe queimar a resistência,como posso explicar!!! assim entre o vocabulário de quem é jovem ( o fio e a tomada!).

            Então, questiono  porque se casou com ele ou com ela  naquele dia especial, prometendo-lhe a aurora boreal?

            Ah, encontramos defesas de porta de vara especial assim: eu casei porque estava apaixonado; casei porque ela sempre me entendeu: casei porque éramos parecidos; casei porque namoramos muito tempo, e confio nela ; casei porque ele é tão diferente que sempre me completou; casei porque tinha medo da solidão!

            A união de um casal aponta para um grande quadro negro de escola onde deve se escrever a linguagem daquela nova família que ora se inicia. Não há previsão dessa linguagem em nenhuma civilização que já existiu. Ela é nova!!!!. É assim feita à meia luz, sabe!

            Assim pode-se pegar emprestado alguns artigos, pronomes das famílias de origem daquele casal, mas nunca se deve aplicar a sua linguagem in totum sob pena de um overboot no pc daquele casal.

             Não adianta negar, se um deles........,  qualquer.... um tentar guiar o barco absolutamente só, sem permitir que o seu companheiro guie o leme no momento de seu cansaço ou fraqueza pessoal, porque sempre foi considerado o barqueiro de sua família de origem, pode acreditar não estamos diante de um casamento, tá mais para uma competição de canoagem!!!! e esse ou essa não estarão vivendo um casamento, apenas,estarão representando, mas casados não!!!!!!!!!!!.

              O nosso código civil para orientar os nóveis casais em sua jornada compilou em seu corpo  regras contendo vários artigos os quais ensinam uma receita básica de bolo de fubá que sempre matará a fome de todos.

             A união de vidas acima de tudo, a não traição, a defesa de seu marido ou sua mulher até contra o placar do jogo do time adversárioo dormir juntos na mesma cama, a compra de remédios no sábado a noite na hora do seu programa preferido e a preocupação com tudo o que se referir ao seu consorte.

            
             Afundo-me em conjecturas quando descubro que a "real necessidade" de uma briga judicial é  para se reestabelecer a paz.

             No dicionário de meu velho conhecido Aurélio encontrei dentre tantas definições da palavra paz, a seguinte: "(...) é reconciliar-se....

              Então, se briga para se reconciliar? Aurélio eu gosto muito de você, mas, fiquei confusa!!!!!confundiu!!!!!!!


             Ou, nunca souberam o que é viver em paz dentro de sua familia?

             Olhe não somos contrários as separações de casais inimigos ( esses fios e tomadas que nunca deviam ter se conectados) mas de certo modo, somos sabedores que uma união de vidas precisa muito, muito, muito de amor, muito, muito de respeito, de compreensão, resignação, respeito novamente e paciência, ou não se terá a união de vidas.

            Havendo ou reforçando-se a existência de regras que impedem o casal de andar de mãos dadas na frente de seus amigos, ou que se alto elogiem , ou que viagem repentinamente sem avisar a ninguém, ou que convide os seus amigos para uma tv na sua sala ,com o passar do tempo só sobrarão reclamações e os aplausos de uma inexistente platéia.

              E nunca experimentarão o bolo de fubá.        

               
 
            

             
              
                                             Silvia França de Souza Morelli
                                                               Advogada 








5 comentários:

ana denise disse...

é minha nora tá seguindo Edu GUEDES..MANDE PRA MIM UM PEDAÇO DO BOLO...mas prefiro ler suas cronicas...são bem interessantes...

Unknown disse...

Querida adoro suas postagens...sempre encontro respostas para algumas dúvidas...parabéns pelo Blog.
Abraço forte!

silvia disse...

Minha querida irmã sempre soube da sua paixão e sapiência para com as palavras, mais uma vez eu tiro o chapéu para você, adorei muito esse seu comentário!!!
Aguardo novas receitas, beijos!!!
Luciana Takeguma!!

silvia disse...

Desde já agradeço todos os comentários positivos que foram postados, em nosso blog!

Fico super feliz! diante da participação.

Espero que outros ocorram!

Preciso de todos vocês.

Obrigada!

Silvia França de Souza Morelli.

Ana Clécia disse...

Adorei Bolo de Fubá porque a realidade da vida é essa!

O casamento não acontece por acaso , nós temos que fazer por onde, seguir em frente, e em paz,sem ter ninguém para atrapalhá-lo.

Porque quando nós amamos o nosso parceiro, nada nesse mundo pode impedir essa união.

Estou seguindo o Cheia de Graça.